Pesquisa constata a falta de diálogo entre escolas e outros agentes de cultura

29 de novembro de 2013

Educação



Pesquisa constata a falta de diálogo entre escolas e outros agentes de cultura
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-11-29/pesquisa-constata-falta-de-dialogo-entre-escolas-e-outros-agentes-de-cultura
Nov 29th 2013, 22:02


Cristina Indio do Brasil

Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O acesso à cultura está muito distante da realidade de professores e alunos no Brasil. Essa é uma das conclusões da pesquisa feita pelo ministério da Cultura (MinC) junto com a Casa da Arte de Educar, entidade criada para desenvolver atividades com educadores e profissionais de educação das favelas para educação integral, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e pesquisas em educação.
O estudo mostra, ainda, que as escolas e outros equipamentos culturais precisam de apoio técnico e financeiro para integrar um sistema de educação mais completo. A pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora da pesquisa, Sueli de Lima, disse que a falta de apoio constante ainda provoca fragilidade nas escolas, apesar das muitas experiências de diálogo entre elas e os agentes de cultura. Para a especialista, o levanto revela que as práticas de programas culturais são muito instáveis. "Não há condições de se efetivarem. As escolas não conseguem contar com museus, bibliotecas, organizações sociais e iniciativas diversas como suas parceiras, porque ora tem apoio ora não tem. Então a escola ano após ano de trabalho precisa ter diálogo efetivo", ressaltou.
Na avaliação de Sueli de Lima, existe, atualmente, no Brasil, uma rede escolar e o Ministério da Educação (MEC) funciona com as escolas e com as universidades. Ela pondera, no entanto, que é preciso pensar que educação não é só entre escola e universidade, existem os museus, as bibliotecas e as organizações sociais que também são entidades educativas que têm experiências significativas no país. "A principal questão que a pesquisa traz é que essas práticas são frágeis, precisam de políticas públicas para realmente se efetivar e a gente possa pensar em um sistema articulado de educação onde não se está falando apenas em escola", analisou.
A pesquisadora destacou ainda que há professores que atuam nas escolas, em aulas de matérias específicas, e muitas vezes não percebem que são agentes de cultura, quando na verdade deveriam encarar o desafio de articular o saber universal com o individual de cada aluno. "Nós, professores, temos o desafio de construir esse diálogo e compreendermos a cultura com a qual estamos trabalhando seja onde for, no agreste, no centro urbano. As diferenças de cultura existem, mas todos nós temos experiências de cultura. O desafio é conduzir os professores a pensar que a cultura não é só produto de cultura e nem, muito menos, só o currículo que ele tem que ensinar", acrescentou.
Para fazer a pesquisa, o MinC ouviu 1.664 pessoas envolvidas com educação, em 26 estados. Os encontros reuniram, além de professores, representantes de museus, de bibliotecas, de pontos de cultura, educadores, estudantes, artistas e lideranças comunitárias. A intenção foi apurar as condições em que se desenvolvem as práticas educativas nas escolas, em museus, nas organizações não governamentais e nas bibliotecas, entre outros locais educativos, com o objetivo de definir propostas para orientar as políticas da cultura ligadas à educação.
O trabalho resultou em relatório do Plano Articulado para Cultura e Educação, em parceria com o MEC e o Instituto Lidas e está disponível no site http://www.artedeeducar.org.br/blog/2013/09/30/relatorio-2013-pesquisa-a....
Sueli de Lima espera que o trabalho não se perca nas gavetas e seja analisado para avançar nas ações de diálogo para a construção de um sistema integrado de cultura no país. "Foi uma bela mobilização. Nós conseguimos a presença de oito etnias indígenas, de quilombolas, de ciganos, professores de universidade, diretores de escolas, estudantes do ensino fundamental e médio, e isso em todas as regiões do país. Sem dúvida é um retrato da potência que tem a área de cultura do país", disse.


Edição: Aécio Amado
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Inscrições para o Ciência sem Fronteiras são prorrogadas até 6 de dezembro

Educação



Inscrições para o Ciência sem Fronteiras são prorrogadas até 6 de dezembro
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Nov 29th 2013, 21:31

Da Agência Brasil
Brasília - As inscrições para o Programa Ciência sem Fronteiras, que seriam encerradas hoje (29), foram prorrogadas e poderão ser feitas até o dia 6 de dezembro. Os estudantes podem concorrer a bolsas de estudo em 20 países: Reino Unido, Bélgica, Canadá, Holanda, Finlândia, Austrália, Nova Zelândia, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Suécia, Noruega, Irlanda, China, Hungria, Japão, Áustria.
Os requisitos obrigatórios para todas as chamadas são obter nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) igual ou superior a 600 pontos, apresentar teste de proficiência no idioma aceito pela instituição de destino e ter feito no mínimo 20% e, no máximo, 90% do currículo de seu curso no momento do início previsto da viagem de estudos. Para participar é necessário também cursar uma das áreas contempladas pelo programa, que são ciências exatas (matemática e química), engenharias, tecnologias e ciências da saúde.
Além da mensalidade na moeda local, são concedidos auxílio instalação, seguro-saúde, auxílio deslocamento para aquisição de passagens aéreas e auxílio material didático para compra de computador portátil ou tablet. A bolsa concedida aos candidatos selecionados custeará a permanência do aluno pelo período de até 12 meses para estudos em tempo integral.
Além da mudança no prazo para inscrição, outros itens das chamadas foram retificados. O edital completo, com suas alterações, encontra-se disponível na página do Programa Ciência sem Fronteiras. O programa mantém parcerias em 35 países. A previsão é a distribuição de até 101 mil bolsas, ao longo de quatro anos, para alunos de graduação e pós-graduação.

Edição: Fábio Massalli
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Minas Gerais lidera ranking de medalhas na Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas

Educação



Minas Gerais lidera ranking de medalhas na Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas
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Nov 29th 2013, 19:35

Akemi Nitahara

Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) divulgou hoje (29) o resultado da 9ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Entre os 6 mil medalhistas deste ano, Minas Gerais ficou em primeiro lugar, com 140 estudantes recebendo o ouro, 253 a prata e 1.199 o bronze.
São Paulo vem em seguida, com 109 medalhas de ouro, 183 de prata e 918 de bronze. O Paraná é o terceiro colocado, com 33 de ouro, 81 de prata e 323 de bronze. Em quarto lugar, aparece o Rio de Janeiro, com 54 medalhas de ouro, 78 de prata e 210 de bronze.
Este ano, 18 milhões de jovens participaram da primeira etapa, com o número recorde de 47 mil escolas de 99,35% dos municípios. De acordo com a coordenadora da Obmep, Mônica de Souza, todos os estados tiveram medalhistas. Este ano, 500 estudantes com as melhores notas serão premiados com a medalha de ouro, 900 ganharão a prata e 4.600 jovens receberão o bronze, além de 46 mil ganhadores de menções honrosas.
Monica informou que os medalhistas são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica da Obmep e os professores, as escolas e as secretarias de educação com os melhores desempenhos também são premiados. Essas iniciativas contribuíram para envolvimento maior das escolas e professores com as entidades de ensino superior.
"Essa rede de colaboração foi dando incentivo e foi tendo um envolvimento maior do projeto em todos os níveis, o que foi muito bacana. A gente vê que a base dessa colaboração toda e essa interação entre os institutos de pesquisa, as universidades, onde estão os nossos coordenadores regionais, com o ensino básico, a escola pública, é uma relação muito frutífera, em que ambos aprendem bastante. Isso foi se solidificando".
De acordo com a coordenadora, a partir da Obmep e das premiações, surgiram novas atividades nas escolas, como grupos de estudo e clubes de matemática, organizados por alunos e professores que acessam tarefas e gincanas no site da competição. "Fica uma forma divertida de interação entre eles e com o material que a gente manda. Fomos criando várias atividades a partir da demanda das escolas".
Para o próximo ano, o desafio, segundo Mônica, será buscar os estudantes que participaram de edições anteriores para verificar a influência da competição e da iniciação científica na vida deles. "A gente está tentando acompanhar esses alunos, ver a trajetória desse aluno, quem foi esse aluno, o que ele está fazendo, como a Obmep fez a diferença na trajetória escolar ou acadêmica desse aluno. Vai ser um desafio bacana para 2014, nos dez anos da Obmep".
Todos os medalhistas são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica da Obmep. As aulas ocorrem em universidades de todo o Brasil, no total de 160 polos presenciais. O objetivo da competição é estimular o estudo da matemática nas escolas públicas e revelar talentos da área. A primeira edição da Olimpíada contou com a participação de 10,5 milhões de alunos de 31 mil escolas, divididos em três níveis: sexto e sétimo anos do ensino fundamental, oitavo e nono anos do ensino fundamental e primeiro, segundo e terceiro anos do ensino médio.
O resultado da Obmep pode ser consultado no site www.obmep.org.br, assim como material didático, banco de questões e resolução das provas.


Edição: Carolina Pimentel
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Baixada Fluminense discute a cultura negra na educação

Educação



Baixada Fluminense discute a cultura negra na educação
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Nov 29th 2013, 18:54


Da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A importância da cultura negra na educação é o tema da 3ª Jornada da Educação para Promoção da Igualdade Racial, que ocorre no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O objetivo é promover a igualdade racial, com debates e oficinas centradas na questão étnico-racial. Até sábado (30), a jornada ocorrerá em dois pontos do município: o Teatro Raul Cortez e o auditório da Secretaria Municipal de Duque de Caxias.
Desde segunda-feira (25), a jornada vem promovendo eventos ligados à valorização da cultura negra, com palestras e seminários, com convidados de vários municípios da região, além de avaliar se a Lei 10.639/2003, que determina a inclusão do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em escolas públicas e particulares, vem sendo cumprida.
A secretária de Educação de Duque de Caxias, Marluce Gomes, considera importante a promoção desse tipo de evento para combater o preconceito e tornar a educação mais igualitária. "Para promover essa igualdade na educação, temos que trabalhar de uma forma árdua. O preconceito é muito forte. Por isso a necessidade de dar palestras, formar grupos de leitura para que haja um estudo profundo e aperfeiçoamento por parte dos professores, para que tenham condições de levar mais conhecimento para os alunos, consequentemente para seus responsáveis", disse.
De acordo com a organização não governamental (ONG) Se Essa Rua Fosse Minha, que organiza a jornada em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a prefeitura de Duque de Caxias, dos cerca de 3 milhões de habitantes da Baixada Fluminense, o percentual de negros chega a 60%. Na avaliação do secretário executivo da ONG, César Marques, grande parte dessas pessoas está dentro das salas de aula e deve aprender mais sobre a cultura negra.
"Desenvolvendo e ampliando conhecimento sobre essa questão, o tratamento da história da cultura negra é mantido. O Brasil se nega a falar da cultura negra, principalmente dentro das salas de aula. Esta jornada é vista como um espaço de convivência, de troca de conhecimento. As oficinas são boas oportunidades para se aprender, por meio de aulas sobre etnociência e etnomatemática, por exemplo. Isso alimenta o conhecimento sobre uma cultura tão rica, além de incentivar a aplicação destes ensinamentos nas escolas", disse.

Edição: Aécio Amado
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